A Aceitação do Próprio Corpo

Sabemos que a sexualidade é parte integrante da personalidade total das pessoas. Dessa forma, sentimentos e pensamentos influenciam o exercício da sexualidade. O contrário também ocorre, ou seja, a vivência da sexualidade irá influenciar sentimentos e pensamentos, inclusive a respeito de si mesmo.
O prazer sexual é proveniente da consciência das sensações corporais, das emoções, dos sentimentos despertados a partir do contato consigo e do contato com o outro. A não aceitação do próprio corpo, ou mesmo uma auto-estima abalada, afeta essa percepção e, por conseguinte, prejudica até mesmo o prazer sexual.
A auto-estima está relacionada a outros dois conceitos importantes: auto-eficácia e auto-respeito. A auto-eficácia é a confiança do indivíduo em sua capacidade para pensar e enfrentar os desafios da vida. Já o auto-respeito é a percepção de si mesmo como pessoa merecedora de felicidade e qualificada para expressar desejos e necessidades. O indivíduo com auto-estima preservada se respeita e exige o mesmo dos outros, e sente-se capaz de ser amado. Já uma pessoa com sentimentos de menos-valia pode não ter prazer sexual por não se sentir no direito de reivindicá-lo.
Como podemos perceber, sexualidade e auto-estima são conceitos que estão intimamente ligados, sendo que queixas e sintomas sexuais podem, muitas vezes, ser expressões de baixa auto-estima. É muito comum chegarem aos consultórios pessoas com dificuldades sexuais cuja causa é a má relação que a pessoa tem consigo ou com seu próprio corpo.
É o caso de mulheres que não conseguem ter orgasmo porque não estão satisfeitas com o corpo que têm, e se preocupam excessivamente com a aparência na hora da relação sexual. Ou ainda porque não se permitem pedir o estímulo adequado aos seus parceiros, e continuam mantendo relações pouco agradáveis.
Poder falar como quer ser tocada e estimulada, além de poder pedir as carícias ou práticas sexuais que lhe são prazerosas, exige que a pessoa seja um pouco “egoísta” em determinados momentos. Não se sentir importante o suficiente, ou ainda achar que o outro pode se aborrecer com as solicitações, limita significativamente as possibilidades de realização sexual.
As conseqüências mais comuns da baixa auto-estima em mulheres são: grande necessidade de sentir-se amada e de agradar ao parceiro, medo de fazer solicitações, dificuldades com o corpo e aceitação do que não gosta ou não quer.
Para a maioria de nós, o sexo está ligado a sentimentos de vergonha e de culpa. Mas o seu corpo foi concebido para dar e receber prazer, sem nunca se sentir culpado ou “pecaminoso”. Sexo é energia vital. Tudo depende de como você usa essa energia. O mais importante é não condená-la.O juiz que controla nossos comportamentos está dentro da gente.

FONTE: cepcos.com, clipping http://www.todamulher.com.br/

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